Defensa QBRN Brasil
La unidad de Defensa Química, Bacteriológica, Radiológica y Nuclear del Exército fue pionera en Latinoamérica.

www.fuerzasmilitares.org (07AGO2016).- El Coronel (R) de Ingenieros Paulo Cezar Silveira de Almeida egresó de la Academia Militar das Agulhas Negras en 1986, para continuar una interesante carrera militar, que incluyó ser el Comandante de la 1ra Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro.

Ha tenido a bien concedernos una entrevista y compartir con nosotros algunas de sus vivencias, también le hemos preguntado su opinión sobre el proceso de paz en Colombia. Nos ha respondido en portugues, y decidimos no traducir, pues ese idioma es compatible con el nuestro y con exepción de unas pocas palabras todo lo demás en entendible. Agradecemos al Coronel Silveira su amabilidad, y esperamos poder consultarlo en el futuro sobre otros temas de su competencia.

¿Por qué decidió ser militar, qué lo motivó?

Desde criança a carreira das armas me atraía, apesar de não ter ninguém na familia para me orientar ou incentivar, era um sentimento inexplicável de lealdade e patriotismo para com o Brasil, um sentimento de aventura com responsabilidade. Porém, apenas em 1977 (com 14 anos) tive a oportunidade de conversar com um oficial da Marinha do Brasil (Capitão de Corveta). Nessa oportunidade recebi informações sobre a vida militar e como ingressar na carreira. Prestei concurso público e em 1980 ingressei na Escola Preparatória de Cadetes do Exército onde concluí os estudos do ensino médio. Aprovado, ingressei na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1983, para a preparação ao oficialato.

¿Cuál fue su especialidad militar, y por qué la escogió?

Sou oficial combatente de Engenharia, escolhi esta especialidade porque considero-a mais completa que as demais. A Engenharia está sempre a frente e prepara o campo de batalha. As missões são amplas e variadas e as oportunidades de realizar tarefas que possam ajudar à população carente são inúmeras. Porém, também me especializei em Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear onde pude participar do desenvolvimento desta especialidade que hoje é muito reconhecida no Brasil.

Haciendo un balance, ¿está satisfecho con su carrera militar, era lo que esperaba?

Na realidade, foi mais do que esperava. Trabalhei como Engenheiro combatente, como Engenheiro de construção na Amazônia, como Comandante da Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (na época única subunidade desta especialidade no Brasil e América Latina), como instrutor, como Comandante do Corpo de Alunos da Escola de Instrução Especializada, como Subdiretor da Biblioteca do Exército e como Superintendente da Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica da IMBEL. Ou seja, uma carreira marcada por desafios e variações de atividades. Nunca fiquei na momotonia.

¿Cuál es la anécdota que más recuerda de su vida militar?

Creio que foi durante o primeiro ano da AMAN quando ainda era interessado em ir para a Infantaria e era atleta de natação, polo aquático, pentatlo moderno e militar e atletismo. Naquela época os cadetes do 4º e 3º anos  de Infantaria escolheram alguns “Bichos” do primeiro ano para uma aventura especial. Foi uma ação de patulha no campo de instrução da AMAN durante a madrugada, sem o consentimento dos oficiais, com a participação de apenas quatro cadetes do primeiro ano (escolhidos a dedo). A estrutura, os meios disponibilizados, e os eventos foram fantásticos. Foi uma ação contraguerrilha, com viaturas militares, civis, botes de borracha, armamento civil e militar, uma equipe de mais de trinta cadetes do terceiro e quarto anos. Usaram roupas civis e militares, combate em localidade, uso de explosivos, campo de concentração, ação de comandos, fuga e evasão, figurantes vestidos de mulher, enfim uma verdadeira operação militar em uma única noite, totalmente sigilosa, sem a participação de oficiais e sem o consentimento dos mesmos. Terminando tudo com uma confraternização em um restaurante na cidade de Resende.

¿Cuál fue su mayor logro como oficial del Ejército Brasilero?

Foi durante o período que estive como comandante da Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear. Naquela época a companhia praticamente não era conhecida no Brasil. Precisávamos mostrar a nossa missão. Quando fui nomeado houve uma reunião em Brasília, no Comando do Exército, e eu fui convocado. Era apenas um capitão recém promovido, junto com oficiais superiores (a maioria coronéis) e generais. Tive que apresentar as possibilidades operacionais da companhia e aproveitei para apresentar as mudanças que propus no novo quadro de organização e nos programas de instrução para a qualificação dos cabos e soldados. Eram informações modernas que nem ao menos haviam sido encaminhadas para a aprovação do Estado Maior do Exército (o que poderia levar alguns anos), aquilo tudo foi distribuído nas várias diretorias e passou a ser adotado em caráter experimental. Depois voltei ao Rio de Janeiro e consegui que a companhia desfilasse no dia 07 de setembro (dia da Independência do Brasil). Nos preparamos exaustivamente e resolvemos desfilar totalmente equipados com as roupas protetoras e máscaras contra gases cobrindo os rostos. Treinamos muito para suportar o calor e a distancia de marcha (cerca de 4 quilômetros). Foi um sucesso total! Saiu em todos os jornais e revistas da época (1993 e 1994). No palanque estavam diversos adidos militares dos países amigos e ficaram surpresos ao descobrirem que o Brasil possuía uma tropa como aquela. Ficamos muito conhecidos.

¿A qué se dedica actualmente en el terreno profesional?

Fui para a reserva em 2011 e na época fui contratado para trabalhar na IMBEL (Industria de Material Bélico do Brasil), fiquei na empresa até meados de 2015 (na cidade de Piquete em São Paulo), porém, tive que voltar ao Rio de Janeiro por motivos familiares e solicitei exoneração da função. Desde então ofereço consultoria gerencial para diversas empresas.

Por favor, ¿puede darnos su opinión sobre el actual proceso de paz que adelanta el Gobierno Colombiano con el grupo FARC?

É um assunto complexo e que reflete, não só na Colômbia, mas também em toda a América do Sul. Creio que o seu governo está realizando um trabalho bem feito, mas que deve demorar até que tudo volte ao normal, pois não se trata apenas de ideología, porém de uma narcoguerrilha. Destaco as ações das Forças Armadas e Policiais. Creio que hoje são as tropas mais experientes na região. Porém, há a necessidade de erradicar o plantio de coca que financia todo o movimiento de violência, e isso requer uma logística jurídica e de segurança tremenda.

¿Cómo se beneficiará la región con la paz en Colombia?

Estabilidade política, inclusão social e segurança. Todos os países e principalmente o Brasil serão beneficiados. Uma oportunidade para estabilização de uma grande região econômica que poderá, num futuro não tão distante, agraciar o mundo com sua economia.

¿Cuáles son las principales amenazas que en el terreno geopolítico afectan a Brasil?

Aumento substancial do narcotráfico, que poderá envolver regiões fronteiriças em conflitos internos, que demandarão ação específica de tropas militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

 

(Douglas Hernández, Medellín)